De repente a pessoa
sente um mal estar estranho na cabeça como se
fosse perder a razão, a consciência. É
comum uma sensação de estar fora da realidade;
ou um mal estar generalizado, como um pressentimento
algo muito grave fosse acontecer. E é nesse momento
que um outro sintoma (bastante característico)
aparece: a necessidade de estar ao lado de alguém
que traga segurança. Geralmente, um parente próximo.
Podem surgir desde palpitações
no coração, falta de ar ou dificuldade
de respirar, sensação de sufocação
ou bolo na garganta, mãos e pés molhados
e frios, formigamentos nos braços, pernas ou
nos rostos, zoeira, zumbido ou pressão nos ouvidos
(como se fosse pressão baixa ou labirintite),
suor ou tremedeira generalizado, distúrbio gastrintestinal
como (náuseas, enjôos, diarreia,
gases, vontade irresistível de urinar, falta
ou excesso de apetite), desânimo acentuado, mal
estar geral, insônia ou sono excessivo, ondas
de calor ou frio, tonteiras.
Porém, pessoas predispostas à
síndrome podem desencadeá-la depois de
passar por situações traumáticas.
Dias , semanas ou meses depois de determinados problemas
como perda de entes queridos, desemprego, doenças
no lar, pré ou pós-operatórios,
assaltos, sequestros, acidentes, etc.
É comum um paciente passar meses
tentando resolver a diarreia, sem solução.
Tive um paciente que só de falar em sair de casa
, quatro horas antes tinha que tomar antidiarreico
de meia em meia hora, sem contar o uso de fraldas para
protegê-lo. O mesmo acontece com o indivíduo
que nunca teve pressão alta: passou a ter depois
da crise.
Como a síndrome do pânico
varia muito na sua intensidade, nem todos sentem os
mesmos sintomas. Na minha experiência, a crise
do pânico pode ser classificada em leve, moderada,
grave e muito grave. Alguns portadores do pânico,
apesar de muito desconforto, conseguem trabalhar com
dificuldades, devido à necessidade; porém
outros não conseguem nem mesmo sair da porta
de sua casa, ficando confinados, reclusos em seu lar.
À medida que o pânico se agrava, diminui
o seu raio de ação, ficando bloqueados
à mercê de seu “inimigo oculto”.
FONTE> http://www.sindromedopanico.med.br
