Diz
a Escritura que os homens devem "orar sempre e nunca desfalecer" (Luc.
18:1); e, se há um tempo em que eles sintam sua necessidade de orar, é
quando lhes faltam as forças, e a própria vida lhes parece fugir.
Frequentemente os que estão com saúde esquecem as maravilhosas
misericórdias a eles feitas continuadamente, dia após dia, ano após ano,
e não rendem a Deus tributo e louvor por Seus benefícios. Ao sobrevir a
doença, porém, Ele é lembrado. Ao faltarem as forças humanas, sentem os
homens a necessidade do auxílio divino. E nunca o nosso misericordioso
Deus Se afasta da alma que para Ele em sinceridade se volve em busca de
auxílio. Ele é nosso refúgio na enfermidade assim como na saúde.
Deus
está hoje tão desejoso de restabelecer os doentes como quando o
Espírito Santo proferiu estas palavras por intermédio do salmista. E
Cristo é agora o mesmo compassivo médico que era durante Seu ministério
terrestre. NEle há bálsamo curativo para toda doença, poder restaurador
para toda enfermidade. Seus discípulos de nossos dias devem orar pelos
doentes tão verdadeiramente como os de outrora. E seguir-se-ão as curas;
pois "a oração da fé salvará o doente". Tia 5:15. Temos o poder do
Espírito Santo, a calma certeza da fé, de que podemos reivindicar as
promessas de Deus. A promessa do Senhor: "Imporão as mãos sobre os
enfermos e os curarão" (Mar. 16:18), é tão digna de fé hoje como nos
dias dos apóstolos. Ela apresenta o privilégio dos filhos de Deus, e
nossa fé deve lançar mão de tudo quanto aí se encerra. Os servos de
Cristo são os instrumentos de Sua operação, e por meio deles deseja
exercer Seu poder de curar. É nossa obra apresentar o enfermo e sofredor
a Deus, nos braços da fé. Devemos ensinar-lhes a crer no grande
Médico.
O
Salvador deseja que animemos os enfermos, os desesperançados, os
aflitos a apegarem-se a Sua força. Mediante a fé e a oração, o quarto do
doente pode se transformar numa Betel. Por palavras e atos, os médicos e
as enfermeiras podem dizer, tão positivamente que não possa ser mal
compreendido: "Deus está neste lugar" para salvar, e não para destruir.
Cristo deseja manifestar Sua presença no quarto do doente, enchendo o
coração dos médicos e enfermeiros com a doçura de Seu amor. Se a vida
dos assistentes do enfermo é de maneira a Jesus os poder acompanhar ao
leito dele, ao mesmo sobrevirá a convicção de que o compassivo Salvador
está presente, e essa convicção por si só fará muito em benefício tanto
de sua alma como do corpo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário